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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

NÃO SEJA APENAS UM PEDAÇO DE CARNE HUMANA USANDO UM CELULAR






NÃO SEJA APENAS UM PEDAÇO DE CARNE HUMANA USANDO UM CELULAR






Gif 1 - Metáfora da carne 







O mal nunca esteve no aparelho, mas em que manipula a máquina. A máquina em si não é boa, nem má, o que nos destrói é o uso indevido, a falta de ética no uso dessa máquina. 





PENSE, REFLITA, USE O CELULAR COM INTELIGÊNCIA

E SABEDORIA. ELE FOI FEITO PARA TE SERVIR E NÃO

O CONTRÁRIO. 


O MAL NUNCA ESTEVE NA MÁQUINA EM SI, MAS EM

QUEM NÃO SABE USÁ-LA. 

NÃO SEJA ENGOLIDO PELA MÁQUINA! 


VIVA A VIDA DE FORMA HUMANA. 



NÃO SEJA APENAS UM PEDAÇO DE CARNE HUMANA

USANDO UM CELULAR


Torres Matrice













Gif 2 -   ALIENADOS EM SALA DE AULA - SIMPSONS








"Temo que um dia a tecnologia ultrapasse a humanidade.

 Se isso acontecer seremos uma geração de idiotas." 


Albert Einstein


14 de março de 1879 — Princeton, 18 de abril de 1955





















TEXTO 1 - Até que ponto




Até que ponto vale a pena correr contra o ritmo? 

Quão importante é a tecnologia que avassala e nos impulsiona contra o mecanismo humano?











Dependemos profundamente do tecnológico para viver na hora atual. A evolução chegou a tal limite que impende repensar a caminhada do progresso. Estive lendo sobre nanotecnologia e as conseqüências nefastas que experiências nessa área do conhecimento podem trazer à humanidade. Repensei nosso tempo e nossa evolução. A nova Era traz a relação máquina X homem ou quiçá a transformação do homem em máquina. Não teremos seguido um caminho sem volta? Será este mesmo o caminho da evolução?












A tecnologia está obrigando a todos no desenvolvimento de capacidades ilimitadas, para acompanhar a velocidade de raciocínio e das mudanças advindas deste estado de coisas. Iniciamos um processo infindo de prejuízo ao nosso organismo e mente. Percorremos um caminho que vem contagiando todo ser humano.

A competitividade fez com que nos fechássemos num mundo individualista, apesar de nos empanturrarmos de informações. O tempo urge! Correto? Não! Isso deve ser repensado, melhor interpretado. Afinal, agir com açodamento e urgência retira o ritmo normal dos batimentos cardíacos e desorganiza todo o ser.








As pessoas correm, trabalham dia e noite para se tornarem melhores. Esquecem, no entanto, de olhar à volta. Trabalham para quê? Para quem? 

As respostas são sempre as mesmas: “Preciso deixar um mundo melhor para meus filhos”. Será? 

Nem mesmo interrompem seus afazeres para dar tempo e amor aos seus entes queridos, quando estão em casa. A cada momento atendem celulares, ligam televisão, plugam-se em computadores. 










Temos visto pessoas emburrecendo de uma hora para outra, insensíveis à vida, apáticos, sem ler ou sem se comunicar com seu próximo, tornando-se reféns da tecnologia, da comunicação e do ruído.












Claro que a parafernália tecnológica é muito atrativa e descortina um mundo maravilhoso, mundo esse buscado pelo imaginário humano desde priscas eras, mas o excesso de informações circulando está criando um permanente estado de isolamento nos seres humanos. Parece contraditório, porém aí estão os fatos a nos provarem esse estado de coisas.


Meditação, repouso, tranquilidade, lazer, são termos e atitudes tidos como reprováveis. Em não havendo um esforço para disseminá-las e fazer com que a humanidade aproveite o progresso sem ser engolfada por ele, seremos todos engolidos pela tecnologia e estaremos nos afastando da verdadeira evolução e do porquê estarmos aqui, neste planeta Terra.










             TEXTO 2 -  O CONSUMISMO DA MODERNIDADE





Passar ao menos uma hora longe deles é difícil, smartphones e tablets já fazem parte da rotina e você faz a sua agenda já pensando em como eles podem ajudar na economia do tempo e na realização de mais de uma tarefa simultaneamente. 



"Muita gente, no entanto, acaba viciada em todas as funções que esses aparelhos trazem, como jogos e aplicativos", afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo.










Então, a solidão é um risco nas redes?

Sem dúvida: a "solidão interativa". Podemos passar horas, dias na internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana com quem quer que seja.










“Contanto que você possua, mas não seja possuído”





As mãos tremem e o corpo sua frio. O coração bate acelerado e só de pensar na possibilidade de ficar longe dele bate uma angústia sem tamanho. Agitação e insônia também podem acontecer – afinal, e se não estiver funcionando no dia seguinte também, como viver? A sensação ruim, enfim, só vai embora quando os dedos sentem o toque das teclas e a luz do visor ilumina os olhos. Ficar sem celular, de novo, nem pensar!















O exemplo acima é exagerado e mais adequado para descrever um viciado em drogas, mas serve para falar sobre um novo sintoma que tem se tornado objeto de pesquisas bem sérias. Trata-se de mais uma fobia gerada pelos exageros, descontroles e mau uso das tecnologias: o medo de ficar sem celular – ou nomofobia, como uma pesquisa inglesa está chamando a “doença” moderna. 







Trata-se de mais uma fobia gerada pelos exageros, descontroles e mau uso das tecnologias: o medo de ficar sem celular – ou nomofobia, como uma pesquisa inglesa está chamando a “doença” moderna. 




O termo vem da expressão “no mobile fobia”, ou “fobia de ficar sem celular”, em uma tradução livre, e, de acordo com os dados coletados neste estudo, já existem motivos para se preocupar.










"Essas pessoas se comportam como se, em todos os momentos, acontecesse algo tão importante a ponto de impedir a desconexão".












Das cerca de mil pessoas entrevistas no Reino Unido, 66% delas declararam que ficam “muito angustiadas” com a ideia de perder o celular. Entre jovens de 18 e 24 anos, o índice é maior ainda: 76% deles abominam a ideia de viver sem o aparelho, segundo pesquisas. 









Na França, a empresa Mingle fez um estudo parecido, que também mostra resultados curiosos. Lá, 34% dos jovens de 15 a 19 anos acham “impossível” ficar mais de um dia sem celular.



Até que ponto vale a pena correr contra o ritmo? Quão importante é a tecnologia que avassala e nos impulsiona contra o mecanismo humano?





"Solidão a dois de dia, faz calor, depois faz frio... "

Cazuza 















SEXO VIRTUAL, NAMORO VIRTUAL, AMIZADE VIRTUAL, 

VIDA VIRTUAL... 


VIVEMOS A ERA DA TECNOFAGIA. 

A MODERNIDADE NOS DEVORA: VIRAMOS A ALMA DA MÁQUINA E ELA VIVE A VIDA POR NÓS.  


( Torres Matrice )




















Comportamo-nos como idiotas: fazemos poses estudadas e fakes, criamos uma realidade paralela de aparências, estudamos os ângulos das poses até forjar uma imagem elaborada de nós mesmos para satisfazer nossas vaidades e iludirmos os outros. Perdemos a naturalidade e a noção do ridículo! 
















Por aqui ainda não existem pesquisas tão apuradas quanto as pesquisas feitas na Europa, mas é só você parar para observar nas ruas, na sua escola ou no clube, que estamos nos tornando uma geração cada vez mais dependente do celular – principalmente por conta das muitas funções que o aparelho reúne atualmente.










Quem nunca ficou em um bar com os amigos pensando se havia chegado um e-mail importante, ou se estão comentando uma notícia bombástica no Twitter, uma mensagem banal no what's up? 






Para quem é viciado em tecnologia, é mais difícil se desconectar do mundo virtual. E para os outros, é preciso disputar a atenção de quem está ao seu lado, mas não larga o aparelho.













 "O melhor esconderijo da solidão é no vão da multidão".




O homem criou a tecnologia para facilitar a comunicação, porém, paradoxalmente, quanto mais sofisticamos essa máquina, menos nos falamos, menos nos entendemos, menos nos olhamos e menos nos encontramos. 

Quanto mais tecnológicos, menos humanos! 



Torres Matrice 











Um renomado jornal selecionou diversas pessoas para uma entrevista sobre o uso de tecnologias modernas. João é um desses entrevistados e declarou que além de utilizar aplicativos que enchem a tela do aparelho, também usa bastante o celular para sua função básica fazer ligações – sim, ele também serve para isso. Como mora longe da família ele está sempre em contato com a mãe. “Antes de eu me mudar até conseguia ficar um dia ou dois sem, mas agora jamais”, diz.














Para evitar ficar sem bateria durante o dia, João deixa um cabo de carga em casa e um no trabalho. Mas a maior angústia é quando o aparelho fica sem sinal. “Semana passada, inclusive, estava indo viajar e precisava falar com minha mãe de todo jeito, mas não tinha sinal. Foi horrível”, lembra.

Mesmo dependente do celular no dia a dia, João acredita que não existe quem seja viciado no aparelho – mas sim, nas suas funcionalidades. “Acho que é uma tendência da sociedade estar mais conectada. Não acredito tanto em vício no aparelho em si”, diz.









O mau uso das novas tecnologias e os excessos podem trazer angústia, isolamento, individualismo, estresse e a falta de tempo para viver "realmente".












Vídeo 1 - Podemos corrigir automaticamente a humanidade?


 










Vídeo 2 -   VOCÊ ESTÁ PERDIDO NO MUNDO COMO EU   -

  Are You Lost In The World Like Me (Moby)




Exageros à parte... Vale muito conferir o vídeo e se perguntar se realmente não estamos ficando dependentes de tanta tecnologia, principalmente da próxima vez em que esbarrar em alguém na rua ou tropeçar na calçada, enquanto lê aquela mensagem…




 


















Vídeo 3  -   Uso Indiscriminado do Celular 












Vídeo 4 - Dependência Tecnológica 



 












Vídeo 5 - Grupo de Apoio - Porta dos Fundos 











Vídeo 6 -  Você Não Liga Pra Mim - Zeca Baleiro 












Vídeo 7 -  Registrar a realidade e perdê-la passou a ser mais importante do que viver. 





Comediante mostra como ficamos ridículos quando exageramos e não desgrudamos da tecnologia excessiva


Você provavelmente nunca ouviu falar da atriz e comediante norte-americana Charlene deGuzman. Mas ela conhece muito bem você que é viciado em smartphone e que não tira o olho da tela nunca.

Nun-ca!!!

Nem mesmo para viver, vivenciar um momento romântico, apreciar um novo cenário, conversar com os amigos, assistir a um show, jogar boliche ou cantar parabéns.

Em um vídeo publicado no YouTube, Charlene mostra como você fica ridículo quando não desgruda do celular.

As pessoas vão ao show da comediante e filtram a realidade, feito zumbis, com os olhos vidrados na tela dos celulares filmando o espetáculo o tempo todo e não relaxam para curtir a apresentação. As pessoas  à frente do palco usaram seus telefones o tempo todo para filmar, tirar fotos, postá-las no Facebook e no Instagram, além de tuitar quão bacana era aquele show. 

Ela afirma que, recentemente, descobriu a alegria de participar de um momento – ouvindo as pessoas, observando seus rostos, suas expressões, os detalhes, olhando as cores das coisas, “cheirando cheiros”, sentindo o gosto da comida. Mas ela também percebeu que todos – inclusive ela mesma – não saem do telefone.

Com o vídeo dos “zumbis” hipnotizados pelas telinhas (algo bem no estilo “braaaaains!”), Charlene propõe que as pessoas tentem se desapegar do eletrônico. Nem que seja por um dia, por uma hora. “Porque há um momento acontecendo bem na sua frente, neste segundo, e você está perdendo.” 


Para pensar (mas não para tuitar, por favor!)
 






Vídeo 8 - Para Refletir - Mensagem


 








CHARGE




Charge é uma ilustração humorística que envolve a caricatura de um ou mais personagens, feita com o objetivo de satirizar algum acontecimento da atualidade.




As charges são muito utilizadas para fazer críticas de natureza política. São normalmente publicadas em jornais ou revistas e conseguem atingir um vasto público. Para interpretar o significado de uma charge, é necessário estar a par dos acontecimentos  sociais,  econômicos, científicos, políticos nacionais e internacionais.





Charge 1 










Charge 2 
















Charge 3













Charge 4
















Charge 5















Charge 6










Charge 7









Charge 8












Charge 9









Charge 10









Charge 11 









O termo charge tem origem no francês "charger" que significa "carga". A primeira charge publicada no Brasil foi no ano de 1837 e tinha como título "A campanha e o Cujo". Foi criada por Manuel José de Araújo Porto-Alegre, que dentre as funções exercidas na política e ensino, era também pintor e caricaturista.













 O mal nunca esteve no aparelho, mas em que manipula a máquina. A máquina em si não é boa, nem má, o que nos destrói é o uso indevido, a falta de ética no uso dessa máquina. 



Torres Matrice 
























terça-feira, 30 de agosto de 2016

LETRAS E CANÇÕES - A POESIA NA MPB





BOLA DE MEIA, BOLA DE GUDE -  MILTON  NASCIMENTO













VOA  BICHO   -  MILTON  NASCIMENTO


 


















segunda-feira, 20 de junho de 2016

INSTRUÇÕES PARA A FEITURA DO TRABALHO DE ESTUDO E ANÁLISE DO CONTO O ALIENISTA DE MACHADO DE ASSIS.














- Prezado aluno(a), as questões abaixo se referem ao estudo e análise do conto O Alienista de Machado de Assis.

- Para fazer o trabalho você poderá copiar ou imprimir as perguntas. Não há necessidade de copiar os textos, apenas as perguntas e respostas, ambas completas, contendo todas as opções para as questões de múltipla escolha;

- O trabalho deve ser feito à caneta, com tinta azul ou preta, em papel ofício ou almaço. Não será aceito o trabalho feito em folha de caderno;

- O trabalho deve conter capa, introdução e conclusão;

- O trabalho deverá ser entregue dia 05 de julho de 2016.






- Lembre-se: não é necessário copiar os textos que servem de base para as questões, porém todas as questões devem conter enunciado, pergunta e todas as opções de múltipla escolha completos



Texto referente às questões do número 1 ao número 8.


         As crônicas da vila de Itaguaí: dizem que em tempos remotos vivera ali, nessa vila, um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo El-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia.

— A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.

          Dito isto, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras, e demonstrando os teoremas com cataplasmas.                Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz-de-fora, e não bonita nem simpática.
           Um dos tios dele, caçador de pacas perante o Eterno, e não menos franco, admirou-se de semelhante escolha e disse-lho. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, - únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.
D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher um regímen alimentício especial. A ilustre dama, nutrida exclusivamente com a bela carne de porco de Itaguaí, não atendeu às admoestações do esposo; e à sua resistência, - explicável, mas inqualificável, - devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.
Mas a ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas; o nosso médico mergulhou inteiramente no estudo e na prática da medicina. Foi então que um dos recantos desta lhe chamou especialmente a atenção, - o recanto psíquico, o exame da patologia cerebral. Não havia na colônia, e ainda no reino, uma só autoridade em semelhante matéria, mal explorada, ou quase inexplorada. Simão Bacamarte compreendeu que a ciência lusitana, e particularmente a brasileira, podia cobrir-se de "louros imarcescíveis", - expressão usada por ele mesmo, mas em um arroubo de intimidade doméstica; exteriormente era modesto, segundo convém aos sabedores.

Machado de Assis. O alienista. São Paulo: Ática, 1982.

O alienista, publicado entre outubro de 1881 e março de 1882, é considerado um dos mais importantes contos de Machado de Assis. A partir da trajetória de Simão Bacamarte, protagonista da estória, Machado constrói um painel da sociedade brasileira de seu tempo, com seus valores, problemas e impasses. 


1) Tomando por base o fragmento selecionado, acima, assinale a opção que melhor exprime a intenção do autor:


a)Valorização da ciência como caminho preferencial para a superação do atraso intelectual do país.

b)Ironia em relação aos critérios utilizados por Simão Bacamarte na escolha de D. Evarista como sua esposa e genitora de seus filhos.

c)Apoio aos postulados do pensamento positivista e da ideologia do progresso defendidos por Simão Bacamarte.

d)Crítica aos hábitos culturais da vila de Itaguaí, em especial à alimentação, fator que contribuía para a dificuldade de D. Evarista em engravidar.

e)Exaltação do papel do médico como referência de desenvolvimento de uma sociedade.



2) Escreva C ou E, conforme as declarações sobre o texto sejam certas ou erradas.

( ) A prática científica implica esforço intelectual e troca de informações.

( ) A dedicação aos estudos e à pesquisa garante a ascensão social dos pobres.

( ) As crônicas de Itaguaí combinam registros históricos com os exageros da memória coletiva.



3) Em relação ao foco narrativo, podemos afirmar que:

a)a narrativa é constantemente interrompida pelos comentários de Simão, o que faz dele o narrador da estória.

b)alternam-se no trecho narradores de primeira e terceira pessoas, prática comum na ficção realista.

c)o narrador é de primeira pessoa, onisciente.

d)o narrador constrói a sua narrativa a partir da leitura dos cronistas de Itaguaí, problematizando a noção de origem e a veracidade dos fatos narrados.


4) No conto O Alienista, o narrador:

a) recria um episódio histórico de Itaguaí com base em relatos.

b) faz crer que a ética profissional impede a prática de fraudes.

c) supõe que as teorias estejam de acordo com os fatos reais.

d) defende as construções retóricas e a eloquência em voga.

e) sustenta a opinião de que a ciência é eterna e estática.


5) Simão Bacamarte classifica de forma radical os pacientes segundo as categorias:

a) alegria / tristeza
b) verdade / mentira
c) sanidade / loucura
d) prazer / sofrimento
e) bondade / maldade


6) O texto nos permite afirmar que:

a)Evarista recusava-se sistematicamente a submeter-se aos tratamentos de fertilidade propostos pelo marido.

b)Evarista não se empenhava no projeto de ter filhos, pois temia que o marido passasse a dedicar somente ao filho o pouco tempo livre de que dispunha.

c)Evarista negou-se a fazer uma dieta alimentícia especial, à base de carne de porco.

d)a devoção ao trabalho ajudou Bacamarte a esquecer um projeto frustrado em sua vida.




7) O texto nos permite afirmar de Simão Bacamarte que:

a)mudou-se para Itaguaí por tratar-se de um lugar no Brasil onde ainda não havia nenhuma autoridade na área da patologia cerebral.

b)casou-se com Evarista aos quarenta anos, embora a achasse miúda e vulgar, pois via a sua falta de atrativos como um aspecto positivo.

c)passou a dedicar-se especificamente ao estudo das doenças mentais somente alguns anos depois de seu regresso a Itaguaí.

d)era dado a arroubos e explosões de temperamento no cenário doméstico, embora se mostrasse diferente em sua vida pública.



(...) D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.


8) As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para a palavra PRETERIR. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto acima?

a) ultrapassar
b) omitir
c) deixar de parte
d) ir além de
e) ser ilegalmente promovido


9) Numere os parênteses de 1 a 5, sequenciando cronologicamente as ações do conto.

(     ) Inquietação popular e revolta dos canjicas.

(     ) Casamento com Evarista e desejo de filhos.

(     ) Retorno ao Brasil e decisão pela psiquiatria.

(     ) Consulta a amigos e decisão de autoconfinamento.

(     ) Inauguração da Casa Verde e primeiros confinamentos.


Leia o texto abaixo:

A notícia dessa aleivosia do ilustre Bacamarte lançou o terror à alma da população. Ninguém queria acabar de crer que, sem motivo, sem inimizade, o alienista trancasse na Casa Verde uma senhora perfeitamente ajuizada, que não tinha outro crime senão o de interceder por um infeliz.
Assis, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro:


10) Fundamentando-se no texto acima, escreva V, para verdadeiro, e F para falso.


(       ) Louco é quem for declarado louco por uma autoridade médica.

(    ) A sabedoria e a ciência são remédios contra a insanidade mental.

(       ) O alienado é um indivíduo que perdeu a consciência de si e da realidade.



11-  O enredo de O alienista conta com a participação de um grande número de personagens. Vamos identificar alguns deles, relacionando a coluna da esquerda com a da direita.

( a ) Crispim Soares      (  ) Barbeiro que liderou a primeira revolta contra o alienista


( b ) Costa                      (  ) Farmacêutico de Itaguaí com                                             quem o alienista troca ideias.


( c ) Mateus                   (  ) Comandante da segunda rebelião, que depôs o líder da primeira.


( d ) Porfírio                   (  ) Homem muito rico que adorava contemplar sua própria casa.


( e ) João Pina               (  ) Rico empobrecido por emprestar dinheiro a todos ...




12 -  Assinale com um V as verdadeiras e com um F as falsa.


a) (      ) Além de focalizar a loucura, O alienista é uma fábula política: o autor fala sobre o poder, a dominação que algumas pessoas exercem sobre outras.

b) (       ) A obra pretende exaltar e promover a cidade de Itaguaí, de onde o autor é natural, e agrada a todos os seus habitantes.

c) (       ) Em O alienista, Machado de Assis antecipa as ideias ,revolucionárias de Freud, que mudou os critérios de análise das perturbações mentais.

d) (       ) Na obra de Machado de Assis não há propriamente mocinhos ou bandidos, mas seres humanos com toda  sua complexidade.



13 - Simão Bacamarte se recolhe à Casa Verde:

a) para alcançar uma cura milagrosa.
b) por reunir em si a ciência e a loucura.
c) porque ameaçava a segurança pública.
d) posto que desconfiava das opiniões alheias.
e) pois contaminaria as pessoas com sua loucura



14 - Em o Alienista, as pessoas eram trancadas na Casa Verde porque:

a- (  ) tinham comportamentos esquisitos.
b- (  ) desrespeitavam a lei e a ordem.
c- (  ) Simão Bacamarte as considerava loucas.
d- (  ) o barbeiro as desprezava.
e- ( ) foram diagnosticadas como loucas por uma junta médica.



15 -  Qual a finalidade da Casa Verde em O Alienista:

a-(  ) promover os estudos dos loucos por Simão Bacamarte.

b- (    ) promover festas para a sociedade nobre itaguaiense.

c- (    ) com fins de preservar a ecologia da região.

d- (    ) monumento histórico de grande valia para a região.

e- (   ) casa onde hospedava o rei quando este vinha passear em Itaguaí.



16 - Ao longo da narrativa, Simão Bacamarte persegue incessantemente um objetivo. Qual é esse objetivo?



17 -  O que significa a expressão "Casa de Orates", no texto? A quem ou a que desejava servir Simão Bacamarte, quando constrói a "Casa Verde" em Itaguaí?





18 - A princípio a inauguração do sanatório é comemorada pela população. Entretanto, as pessoas logo mudam de conduta e se revoltam contra Simão Bacamarte. Por quê?




19 -  Apesar da revolta popular, da troca de governantes, Simão Bacamarte conta sempre com apoio para realizar suas experiências. Quem está constantemente ao lado do alienista? Por quê?



20 - Que papel desempenha o barbeiro na revolta contra o alienista e como ele se comporta ao chegar?




21 - Faça a sua avaliação crítica do livro (máximo de 10 linhas).



Bom trabalho!




Machado de Assis