Muitos jovens e muitos
adultos precisam de ajuda e essa só pode vir da educação, da boa política, da
família consciente, da ética e da moral sem hipocrisia. O respeito e o amor próprio começam em
casa. ( Ou não?! )
21 - A história do beijo
O Beijo - Pintura de Francesco Hayez
Esta pintura, chamada de
"O Beijo," foi pintado por Francesco Hayez no século XIX. Antes
disso, os beijos não apareciam com freqüência na arte ocidental.
Os historiadores não sabem
muito sobre a história inicial do beijo. Quatro textos em Sânscrito Védico,
escritos na Índia por volta de 1500
a.C., parecem descrever pessoas se beijando. Isso não
significa que ninguém tenha se beijado antes, nem que os indianos tenham sido
os primeiros a se beijar. Os artistas e escritores podem ter considerado o
beijo particular demais para ser descrito na arte ou literatura.
O beijo entre os índios no
Brasil
Os casais indígenas não andam
de mãos dadas, nem abraçados, nem se beijam. O afeto é demonstrado de outras
maneiras. Nos índios Krahó, a mulher pinta o corpo do marido de urucum e
carvão, tira-lhe os piolhos do cabelo, tira-lhe os cílios e as sobrancelhas. Ao
cair da tarde, o casal estende uma esteira no chão, fora de casa, e ficam
sentados sobre ela, fumando ou conversando.
Os romanos também iniciaram
várias tradições relacionadas ao beijo que perduram até hoje. Na Roma antiga,
os casais ficavam noivos beijando-se apaixonadamente na frente de um grupo de
pessoas. Essa é, provavelmente, uma das razões pelas quais os casais modernos
se beijam ao final de cerimônias de casamento. Além disso, embora a maioria das
pessoas pense que somente cartas de amor são "seladas com um beijo",
os beijos foram utilizados para selar contratos jurídicos e comerciais. Os
antigos romanos também costumavam beijar como parte de suas campanhas políticas.
No entanto, vários escândalos de "beijos por votos" na Inglaterra do
século XVIII levaram, teoricamente, os candidatos a beijar somente jovens e
idosos.
O beijo no final de
casamentos provavelmente teve sua origem nas tradições da Roma antiga
O beijo também teve sua
função nos primórdios da Igreja Cristã. Os cristãos com freqüência se
cumprimentavam com um osculum pacis, ou beijo sagrado. De acordo com essa
tradição, o beijo sagrado causava uma transferência de espírito entre as duas
pessoas que se beijavam. A maioria dos pesquisadores acredita que o objetivo
desse beijo era estabelecer vínculos familiares entre os membros da igreja e
fortalecer a comunidade.
Até 1528, o beijo sagrado era
parte da missa católica. No século XIII, a Igreja Católica o substituiu por um
cumprimento de paz. A Reforma Protestante no século XVI removeu totalmente o
beijo da prática protestante. Na verdade, o beijo sagrado não exercia uma
função na prática católica religiosa moderna, embora alguns cristãos beijem
símbolos religiosos, como o anel do Papa, por exemplo.
Embora, atualmente,
poucos religiosos incorporem o beijo
sagrado, o beijo ainda prevalece na cultura ocidental. Hoje em dia, as pessoas
se beijam em várias situações por motivos diversos.
Mas nem todos os beijos são
felizes. Obras da literatura como "Romeu e Julieta" descreveram
beijos como "perigosos" ou "mortais" quando compartilhados
com as pessoas erradas. Alguns estudiosos do folclore e críticos literários
vêem o vampirismo como um símbolo dos perigos físicos e emocionais decorrentes
de se beijar a pessoa errada.
"A Prisão de Cristo ou o
Beijo de Judas", (1573 e 1602) pintura de Michelangelo Caravaggio
1573-1610
O beijo de Judas
Um dos beijos mais famosos do
mundo ocidental foi o beijo de Judas Iscariotes usado para trair Jesus antes da
crucificação. Esse beijo teve forte influência sobre as práticas espirituais
cristãs. Grupos da igreja logo omitiram o beijo sagrado, ou se abstiveram por
completo de beijar na Quinta-Feira Santa. A Quinta-Feira Santa é a quinta antes
da Páscoa e o dia utilizado para comemorar a Última Ceia, após a qual Judas
traiu Jesus nos Jardins do Getsêmani.
A máfia com seus gângsteres também
usaram o código do beijo para marcar suas vítimas. Aquele que fosse beijado por
um gângster estava marcado para morrer. Era uma espécie de aviso.
Os esquimós se beijam
esfregando a ponta do nariz, balançando a cabeça de um lado para o outro,
levemente, e friccionando a ponta do nariz.
Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição íntima.
Há historiadores que remontam a origem e a evolução do beijo aos primórdios do homem, quando as mães, não tendo com que partir ou triturar o alimento, mastigava e dava a comida na boca do filho faminto. Acreditam que a partir daí o homem teria criado essa cultura.
Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre os guerreiros no retorno dos combates. Era uma espécie de prova de reconhecimento de bravura e vitória entre eles. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática. Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.
Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia. Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar ( espécie de imperador).
No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público era obrigado a casar imediatamente. No latim, beijo significa "toque dos lábios". Na cultura ocidental ele é considerado gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida; entre amantes e apaixonados, como prova da paixão.
Mas é também um sinal de reverência, ao se beijar, por exemplo, o anel do Papa ou de membros da alta hierarquia da Igreja. No Brasil, D. João VI introduziu a cerimônia do beija-mão: em determinados dias o acesso ao Paço Imperial era liberado a todos que desejassem apresentar alguma reivindicação ao monarca. Em sinal de respeito, tanto os nobres, como as pessoas mais simples, até mesmo os escravos, beijavam-lhe a mão direita antes de fazer seu pedido. Esse hábito foi mantido por D. Pedro I e por D. Pedro II.