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quarta-feira, 30 de março de 2011

PROJETO PATCH ADAMS - O Amor é Contagioso



Em Patch Adams, fica claro como se chega à objetividade científica traduzida em gestos e falas que mais se assemelham a autômatos (máquinas, robôs, pessoas sem sentimentos). O filme relata a história de um homem com tendência suicida que, no hospício, descobre um sentido para a vida: ajudar o próximo. Nesta busca de si próprio e do outro, ele, Patch Adams, decide fazer o curso de medicina. Na faculdade, entra em choque com a burocracia e, principalmente, com a filosofia de ensino automatizado defendida pelo professor-reitor. O paciente se submete à autoridade do médico, o que atesta o seu poder científico. Como o poder causa dano, a solução apregoada pelo reitor para evitar ou minorar (diminuir) as consequências é a recusa dos sentimentos e a valorização absoluta da objetividade científica acima da subjetividade, da emoção, dos sentimentos. Nesta perspectiva, a tarefa dos professores é "desumanizar" os futuros médicos, isto é, recusar-lhes o status de humanos (com suas paixões, sonhos, fraquezas e dilemas), e transformá-los em médicos automatizados e sem sentimentos.Apenas a frieza da ciência séria e distante da subjetividade. A relação deixa de ser uma relação entre humanos e passa a ser uma relação sujeito-objeto, do médico com a doença. Os doentes são desumanizados, anulados em sua identidade e transformados num número da ficha hospitalar, num caso a ser estudado, diagnosticado e tratado.Nunca se leva em consideração suas emoções, seus pensamentos e sentimentos, apenas o que importa é a doença a ser curada e não o ser humano como um todo. A ciência só enxerga a doença e não leva em consideração o sentimento do paciente. O paciente é apenas um número na ficha do médico tradicionalista.
Eis como se forma um cientista frio, sisudo, desprovido de subjetividade – como se isto fosse possível! A propósito, seria a sisudez um aspecto inerente ( próprio ) ao ato de fazer ciência? Observa-se neste filme como alguns indivíduos que representam o saber científico (médico, professor, pesquisador, técnicos etc.) distanciam-se dos demais seres humanos e adotam um ar de gravidade ( seriedade ) – confrontado, em Patch Adams, pelo bom humor e o jeito peculiar de encarar a profissão. É interessante como este estilo influencia os estudantes: o aprender transforma-se em sinônimo de desprazer, competição e inveja (como se a cretinice e a chatice fosse condições para o trabalho intelectual). A prática de Patch Adams, coloca em xeque o método de ensinar-aprender tradicional. Não por acaso, o reitor defende-se dos questionamentos com um argumento tipicamente científico: “Nosso método é o resultado de séculos de experiência”.
Patch Adams também representa um desafio ao saber instituído, na medida em que questiona seus pressupostos e projeta uma experiência nova, onde todos aprendem e ensinam mutuamente (a ideia de um hospital no qual os doentes e médicos aprendem uns com os outros e somam esforços no sentido de tornar a vida melhor).

Patch Adams - O Amor é Contagioso ( trecho )

Sensibilização e Humanização no atendimento hospitalar

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PROJETO AÇÚCAR - ORIGENS DA CANA-DE-AÇÚCAR




A cana-de-açúcar é, talvez, o único produto de origem agrícola destinado à alimentação que ao longo dos séculos foi alvo de disputas e conquistas, mobilizando homens e nações. A planta que dá origem ao produto encontrou lugar ideal no Brasil. Durante o Império, o país dependeu basicamente do cultivo da cana e da exportação do açúcar. Calcula-se que naquele período da história, a exportação do açúcar rendeu ao Brasil cinco vezes mais que as divisas proporcionadas por todos os outros produtos agrícolas destinados ao mercado externo.


ANTIGUIDADE

 

Foi na Nova Guiné que o homem teve o primeiro contato com a cana-de-açúcar. De lá, a planta foi para a Índia. No "Atharvaveda", o livro dos Vedas, há um trecho curioso: "Esta planta brotou do mel; com mel a arrancamos; nasceu a doçura....
.Eu te enlaço com uma grinalda de cana-de-açúcar, para que me não sejas esquiva, para que te enamores de mim, para que não me sejas infiel". A palavra "açúcar" é derivado de "shakkar" ou açúcar em sânscrito, antiga língua da Índia.




DESCOBERTA DO OCIDENTE

 

Desconhecida no Ocidente, a cana-de-açúcar foi observada por alguns generais de Alexandre, o Grande, em 327 a.C e mais tarde, no século XI, durante as Cruzadas. Os árabes introduziram seu cultivo no Egito no século X e pelo Mar Mediterrâneo, em Chipre, na Sicília e na Espanha. Credita-se aos egípcios o desenvolvimento do processo de clarificação do caldo da cana e um açúcar de alta qualidade para a época.
O açúcar era consumido por reis e nobres na Europa, que a adquiriam de mercadores monopolistas, que mantinham relações comerciais com o Oriente, a fonte de abastecimento do produto. Por ser fonte de energia para o organismo, os médicos forneciam açúcar em grãos para a recuperação ou alívio dos moribundos. No início do século XIV, há registros de comercialização de açúcar por quantias que hoje seriam equivalentes R$ 200,00/kg. Por isso, quantidades de açúcar eram registradas em testamento por reis e nobres.




NO RENASCIMENTO

 

A Europa rumava para uma nova fase histórica, o Renascimento, com a ascensão do comércio, entre outras atividades. O comércio era feito por vias marítimas, pois os senhores feudais cobravam altos tributos pelos comboios que passavam pelas suas terras ou, simplesmente, incentivavam o saque de mercadorias. Portugal, por sua posição geográfica, era passagem obrigatória para as naus carregadas de mercadorias. Isso estimulou a introdução da cana-de-açúcar na Ilha da Madeira (Portugal), que foi o laboratório para a cultura de cana e de produção de açúcar que mais tarde se expandiria com a descoberta da América.




CHEGADA AO BRASIL

 

Cristóvão Colombo, genro de um grande produtor de açúcar na Ilha Madeira, introduziu o plantio da cana na América, em sua segunda viagem ao continente, em 1493, onde hoje é a República Dominicana. Quando os espanhóis descobriram o ouro e a prata das civilizações Azetca e Inca, no início do século XVI, o cultivo da cana e a produção de açúcar foram esquecidos.
Oficialmente, foi Martim Affonso de Souza que em 1532 trouxe a primeira muda de cana ao Brasil e iniciou seu cultivo na Capitania de São Vicente. Lá, ele próprio construiu o primeiro engenho de açúcar. Mas foi no Nordeste, principalmente nas Capitanias de Pernambuco e da Bahia, que os engenhos de açúcar se multiplicaram.

PROJETO AÇÚCAR - O SERTÃO E SUA ALMA LÍRICA - CIO DA TERRA ( Música de Chico Buarque de Hollanda e Milton Nascimento ) - Gravado e interpretado por Almir Sater e Renato Teixeira , Pena Branca e Xavantinho.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PROJETO AÇÚCAR - BIOCOMBUSTÍVEIS ( Salvando o futuro )





Os Biocombustíveis são combustíveis de origem biológica. São fabricados a partir de vegetais, tais como, milho, soja, cana-de-açúcar, mamona, canola, babaçu, cânhamo, entre outros. O lixo orgânico também pode ser usado para a fabricação de biocombustível.
Os biocombustíveis podem ser usados em veículos (carros, caminhões, tratores) integralmente ou misturados com combustíveis fósseis. Aqui no Brasil, por exemplo, o diesel é misturado com biocombustível. Na gasolina também é adicionado o etanol.
A vantagem do uso dos biocombustíveis é a redução significativa da emissão de gases poluentes. Também é vantajoso, pois é uma fonte de energia renovável ao contrário dos combustíveis fósseis (óleo diesel, gasolina querosene, carvão mineral).
Por outro lado, a produção de biocombustíveis tem diminuído a produção de alimentos no mundo. Buscando lucros maiores, muitos agricultores preferem produzir milho, soja, canola e cana-de-açúcar para transformar em biocombustível. 
Os principais biocombustíveis são: etanol (produzido a partir da cana-de-açúcar e milho), biogás (produzido a partir da biomassa), bioetanol, bioéter, biodiesel, entre outros.